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# Integração com o Lerian SISBAJUD

> Como o Lerian SISBAJUD se integra — os eventos de saldo do ledger que ele consome para disparar as reiterações de bloqueio permanente, os eventos de negócio operacionais que ele emite, o seu conector de ledger Midaz e a sua semântica de idempotência e de entrega.

O Lerian SISBAJUD é orientado a eventos onde encontra o ledger. Ele **consome** eventos de mudança de saldo do Midaz para disparar os bloqueios permanentes e **emite** eventos de negócio operacionais que outros sistemas podem observar. Ele **não tem consumidores de webhook externos** — as suas bordas são o ledger e a sua própria superfície administrativa.

## Eventos que consome do ledger

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A integração assina os **eventos de mudança de saldo** do Midaz. Ela os trata como um **gatilho, não como uma regra**: um evento não decide nada por si só, ele acorda a lógica de bloqueio permanente para reavaliar uma conta monitorada e tentar o bloqueio ainda pendente. É assim que uma *reiteração* captura os fundos que chegam após a primeira tentativa.

Cada evento carrega a **identidade do tenant**, de modo que uma mudança de saldo é correlacionada apenas a ordens da mesma instituição — o isolamento por instituição se sustenta através do limite de eventos.

## Eventos de negócio que emite

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O Lerian SISBAJUD emite eventos de negócio operacionais **sem dados pessoais** nos seus payloads:

* Um evento de **conta de bloqueio criada** quando abre uma conta de bloqueio dedicada para uma ordem — um sinal operacional, não um portador de dinheiro nem de dados pessoais.
* Um evento de **chave rotacionada** quando a chave mestra de criptografia de uma instituição é rotacionada.

Esses eventos são para observabilidade e coordenação; os movimentos de dinheiro em si vivem no ledger do Midaz, não nos payloads dos eventos.

## Limite com o Midaz

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O **Midaz** é o conector de ledger. Por meio dele, o Lerian SISBAJUD:

* **bloqueia** e **desbloqueia** fundos movendo-os entre a conta do cliente e a conta de bloqueio por ordem;
* **cria** e **arquiva** uma conta de bloqueio dedicada por ordem;
* **resolve** uma conta pelo seu token de identificador fiscal;
* **lê** o saldo disponível de uma conta monitorada; e
* **reconcilia** as ordens de monitoramento contra snapshots de saldo do ledger.

Todas as escritas no ledger são **idempotentes por um código único**, de modo que uma ordem reprocessada nunca contabiliza duas vezes.

## Semântica de entrega

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* **Escritas idempotentes.** Cada operação de escrita é identificada por um código único; reexecutá-la é uma operação nula.
* **Eventos ao-menos-uma-vez.** Os eventos consumidos são entregues ao menos uma vez e **deduplicados por identificador de evento**, de modo que uma mudança de saldo reenviada não dispara uma reiteração duplicada.
* **Tenant em cada evento.** A identidade da instituição viaja com cada evento, mantendo intacto o isolamento por instituição de ponta a ponta.
* **Sem webhooks externos.** O Lerian SISBAJUD não empurra para consumidores de webhook de terceiros; a integração é pelo ledger e pela API administrativa.

## Transporte de arquivos

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Os arquivos judiciais entram e saem pelo canal de troca de arquivos do BACEN — a integração do cliente documentada em [Lerian STA](/pt/rails/native/sta/what-is-lerian-sta). O Lerian SISBAJUD é um **produto de origem consumidor** desse transporte: o Lerian STA entrega o arquivo de remessa de entrada e o seu claim-check de integridade, e o Lerian SISBAJUD faz o parsing, cumpre e devolve os arquivos de resultado.
